Quando iniciei o curso: Educação para a Diversidade promovido pela UFOP, me empolguei bastante, fiquei deveras entusiasmada, afinal deus do céu, imaginei o quando seria barbaro discorer, comentar, ouvir, saborear uma tematica tão gostosa, tao rica e angrandecedora, porém, no entanto e todavia, vejo-me diante de uma situação inusitada, ao primeiro trabalho em grupo da turma, formada por professores, estudante de liçenciaturas, pedagogos, assistentes sociais, advogados, dentre outras formações, deparei-me com indagações tão primárias, e pré-conceituosas que chegam a me deprimir.
É bonito se discutir a tematica da inclusao de altistas nas escolas, das inúmeras deficiencias, visuais, auditivas, intelectuais, todo mundo vê essas diversidades de forma PIEDOSA, como se fossem todos cuitadinhos, "tadinhos" oh dó... olhar pre-conceituoso, sim, mas acolhedor.
Não quero aqui tirar a importancia que devemos dar a essas temáticas, mas me comove ver que trabalhando a diversidade em pessoas que frequentam ou frequentaram as poltronas acadêmicas, esperava que a tematica da diversidade de gênero e orientação sexual, fosse um pouco melhor vista, sem o olhar de exclusao, enojamento, que percebi.
Comove-me ver que pessoas com nivel cultural elevado pudessem ainda simplesmente nao tocar no assunto, associar depresão a homossexualidade, ainda usar o termo homossexualismo (ei, nao é uma doença, não), não imaginei ainda ouvir tantos rótulos e tantas reticencias, não imaginei ouvir tantos "eu sou contra", que que é isso, Aonde foi parar o respeito a dignidade da pessoa.
Me assutou ouvir que nao é necessário nenhuma discussão a respeito da homossexualidade porque "isso" já é comum, e que não precisa de debate, mas continuam usando termos como "viado" "sapatão", falando em nome de Deus e esbravejando contra adoções de casais homoafetivos (talvez seja melhor a criança continuar abandonada, que ter 2 pais ou 2 mães), criam a ilusão pré-concebida pelo inconsciente deles de que as crianças serão desprovidas do convivio do pai, ou da mae, dependendo do casal que a adote, mas não param pra entender a quantidade de crianças que já estao deprovidas deste convivio, dentro de seus lares, abandonadas ou em familias monoparentais, e justificam seu pré-conceito em elocupretações desta natureza.
Pra mim vivenciamos a mesma situação que vivenciaram os negros no inicio do seculo 20, quando seus filhos livres, começaram a frequentar escolas, então naquela época deveriamos ter proibdo os negros de ter filhos porque os filhos seriam vitimas de pré-conceito de nossos filhos brancos? Certamente que não, mas fazemos isso agora, tentando proibir os homossexuais de terem filhos porque seus filhos serão vitimas de pre-conceito, cerrando nossos olhos pra ver que nós é que estamos atrasando a vida e a felicidade dessas pessoas com nossas visões ultrapassadas, até porque se nao podem adotar juntas, o podem fazer separadamente, e criar juntos, independente de nossas vontades, e ainda terá nosso judiciário de lidar com essas realidades cada dia mais se impondo como reais diante de todos e cada um de nós, quer queiramos quer não.
A Ufop tenta tratar a temática da forma mais engrandecedora que ja ouvi, estou amando o curso, e espero que ao longo dele esses 45 colegas tenham entendido que devemos parar de ver as pessoas de orientação sexual diversa da nossa como zebras laranjas de listras verdes, mesmo porque há algo de neon em todos nós que nos diverge dos outros, por isso respeitar a diversidade é respeitar a individualidade, e estamos aqui pra incluir os excluidos e não o contrário.
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