Estes dias lembrei-me do filme de Miguel Faria Junior, "Vinicius de Morais", , cena que muito me surpreendeu, quando uma de suas muitas esposas falava de seu profundo arrependimento em não ter aceitado ser a amante dele, ela falava da possibilidade de ter um amor indescritível ainda que necessitasse dividi-lo com outra. Surpreende-me na verdade não o que ela questiona, mas o passo moral em nome do amor. Falha-me a memoria os nomes mas os fatos saltam aos olhos por seu SIGNIFICANTE.
Resta-me confessar terminantemente apaixonada pelo poetinha, assim no diminutivo pra ressaltar intimidade com o fenomenal poeta que Vinicius, foi e ainda é, após sua morte, muito embora o homem também não deixasse de ser o mesmo apaixonado que demonstrou ser nos seus versos, seu jeito despojado de lhe dar com a vida, as coisas e as pessoas, o apego ao afeto, à paixão, que em nada combinam com seu fim solitário.
Incomoda naquela mulher a audácia, do reconhecimento, queria-o mesmo não sendo mais dela, e teria aceito ser a outra, contando que ele fosse dela ainda que por um lapso de tempo. Faz pensar, além do julgamento moral, ela relembra e avalia, Vinícius agora não est amais entre os vivos e ela já não pode desfrutar de sua presença.
A todos exatamente na posição dessa esposa, após analisar bem, deveriam pensar, afinal, Vale a pena? Quando o peso dos dias recair sobre seu ombros e cobrar suas escolhas, haverá arrependimento do? E que dói mais o arrependimento do que deixamos de fazer ou do que fizemos e não podemos mudar? Vale dizer que a moral preservada não trás consigo a experiência não vivenciada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário