sábado, 16 de fevereiro de 2013



SENTIDOS


Era sexta a noite, sentia meu coração batendo
Dentro de mim um relógio cantava horas
E ia e vinha num entoar onde cada batida somava
O tempo que consumia-se nervosamente
O tão apurado sentido, de que me serve agora?
Se sequer o transcurso dos dias entendo,
Quando a vida que existe, sequer sonhara
Quando o amor que nutri acabara simplesmente
E nos piores pesadelos não imaginei,
Que desse amor de que tanto sonhei
Nenhum fruto germinaria, e mil sentidos nasceria
Pra forças me doar, quando despedaçada eu cair.
E não houver acalanto, e puder enfim derramar meu pranto
Mas não amor não acaba, são orgulhos que crescem
Encantos que padecem
E o relógio ainda bate, ainda canta horas em seu tic-taquear.
Nos dando tempo pra amar.

ELIENE COSTA

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